Trilha Vocacional

A vocação de Deus é pessoal, intransferível e incontestável. Pessoal, pois Ele chama pessoas e não coisas; gente e não instituições. E ao chamar Deus lança no coração de Seus filhos uma profunda convicção de propósito – a busca por estar no lugar certo, na hora certa e fazendo o que Ele deseja de nós a cada dia. Intransferível, pois o propósito de Deus é único e personalizado. A vocação não é um projeto, mas um estilo de vida. Não se baseia em uma lista de tarefas, mas em um relacionamento único, pessoal e intransferível com o Pai. Incontestável, pois a voz de Deus é clara. Ao chamar Ele produz em nossos corações profunda convicção e, quando fora do Seu propósito, incômodo. Sua palavra é comparada a “muitas águas” (Apoc 1.15) e ao “trovão” (Is. 33.3). Ele sempre se faz ouvir. Quando Deus chama somos tomados pelo desejo de segui-lo –  e tudo o mais só ganha sentido neste caminho.Todos os salvos em Cristo são chamados por DeusÉ preciso compreender que somos todos vocacionados. Ao sermos salvos em Cristo fomos imediatamente vocacionados para servir a Deus com tudo o que somos e tudo o que temos.

Chamado e Vocação são termos similares na Palavra de Deus e derivam da expressão kaleo – que indica chamar ou convocar. Na Palavra de Deus, todos os discípulos de Cristo são chamados – convocados – para o seguirem e, em todo o Novo Testamento, vemos que Deus chama para muitos propósitos. Ele chama para a salvação (2 Pe 1.10), para a liberdade (Gl 5.13), para sermos de Jesus Cristo (Rm 16. 25,26) e para a ceia das bodas do Cordeiro (Ap 19.19). Todo chamado se dá segundo o Seu propósito (Rm 8.28) e somos encorajados a permanecer firmes (1 Co 7.20), andar de forma digna da nossa vocação (Ef 4.1) e  vivê-la junto a outros igualmente chamados em Cristo (Ef 4.4).

O chamado de Deus não é uma prerrogativa do Novo Testamento. Deus, ao longo da história, chamou o Seu povo para o Seu propósito. Israel é chamado para ser bênção entre as nações (Gn 12.2) e para anunciar a salvação e a glória do Senhor (Sl 96.3). Em Isaías, o Senhor fala sobre “todos os que são chamados pelo meu nome” e também menciona que estes foram criados “para a minha glória” (Is 43.7).

Todos os redimidos são, portanto, chamados por Deus e para Deus. A origem do chamado não é o homem ou a igreja, mas sim Deus. E a finalidade do chamado não é puramente servir aos homens ou à igreja, mas a Deus. Pedro deixa claro o chamado da Igreja quando afirma que “vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9). Estamos em Cristo porque Ele nos chamou.

Por volta de 1940, Deus levantou uma mulher na América do Norte para servir a Cristo na região amazônica. Solteira e inexperiente, ela iniciou seu trabalho na Colômbia vindo, anos depois, a adentrar na Amazônia brasileira a fim de evangelizar um rio chamado Içana. Seu nome é Sofia Muller, missionária da Missão Novas Tribos. Deus lhe deu forças e ela percorreu aquele rio durante décadas, evangelizou as etnias Baniwa e Kuripako,  além de traduzir o Novo Testamento para a língua Kuripako. Como usava todo o seu tempo para o evangelismo, boa parte do trabalho de tradução era feito enquanto viaja durante as noites. Tive o privilégio de conhecer dois indígenas que remaram para esta missionária no Alto Rio Negro e ambos atestaram a sua ousadia na pregação do Evangelho. Sophia Muller faleceu em 1997, deixando milhares de indígenas evangelizados pela Palavra de Deus. Antes de seu falecimento, ela foi entrevistada por um jornal cristão e perguntaram-lhe como foi o seu chamado. Ela respondeu: “Eu jamais tive um chamado. Ouvi uma ordem e obedeci”. Mesmo tendo sido vocacionada por Deus para o ministério missionário, ao qual serviu, fielmente, durante décadas, ela usou esta oportunidade para desmistificar a ideia de que apenas aqueles que receberam um chamado ministerial específico devem servir ao Senhor, seja na obra missionária ou qualquer outro lugar.

Assim, a Igreja de Cristo é toda chamada (vocacionada, convocada) para a salvação, santidade, comunhão e missão. Neste sentido, todos os redimidos em Cristo são vocacionados. Não existimos de forma aleatória e despropositada. Fomos salvos em Cristo para fazer diferença – sendo sal e luz – e cumprir o chamado do Pai. E, dentre todas as vocações, a maior é glorificar a Deus (Rm 16.25-27).

Se olharmos a Palavra de forma ampla, possivelmente as convocações mais enfáticas sejam três: amar a Deus, amar ao próximo e fazer discípulos. Este é o nosso propósito e a nossa missão.

Você nasceu em Cristo com o propósito de servi-lo sendo sal e luz onde estiver. Assim, a evangelização, discipulado, plantio de igrejas, encorajamento dos crentes, serviço social e ensino da Palavra não são responsabilidade de um grupo seleto de pastores e missionários, mas de toda a Igreja. Se você é discípulo de Cristo, já está convocado a servi-lo com tudo o que você é e tudo o que você tem. Suas forças, competência, oportunidades, emprego, inteligência, relacionamentos, finanças e família.

O campo imediato que Deus lhe deu ao salva-lo em Cristo Jesus foi a trajetória da sua vida. Sua universidade é o seu campo. Assim também a sua família, vizinhança, círculo de amigos, emprego e redes sociais.

Cada caminhada é única e a sua rede de relacionamentos é singular. Ninguém tem os mesmos amigos e passará pelos mesmos lugares que você. E é na trajetória da sua vida que Deus deseja que você o sirva. Não é preciso ser chamado ao pastorado ou enviado como missionário para que isto aconteça. Não é preciso ter títulos ou posição de liderança em alguma igreja. O sinal de que Deus tem um propósito para a sua vida é tê-lo redimido em Cristo Jesus. Se você ama e segue a Cristo, portanto, você é vocacionado para os propósitos de Deus.

Dentre todos Ele chama alguns para ministérios específicos

Vimos que Deus chama toda a Sua Igreja para a salvação e para a missão. Neste capítulo veremos que, ao longo da história, Deus também chama indivíduos para funções específicas. Ou seja, o fato de todos os redimidos serem chamados para o propósito de Deus não isenta o Senhor de chamar alguns para funções específicas.

Ele chamou Abraão para sair de sua terra e ser o pai de uma grande nação. Chamou Moisés para conduzir o povo por quatro décadas de provações e bênçãos. Chamou Josué para conquistar uma terra por Ele prometida. Chamou  Davi para ser rei sobre o Seu povo. Chamou  Samuel quando ainda era menino para servir ao Altíssimo. Chamou  Jeremias para ser profeta em tempos de crise. Chamou Jonas para ir aonde não desejava. Chamou Maria para ser a mãe de Jesus, o Salvador. Chamou os discípulos para deixarem redes e trabalho e se tornarem pescadores de homens. Chamou Barnabé e  Paulo para evangelizar os gentios. Chamou Timóteo para pregar a Palavra.

É clara na Palavra de Deus a vocação ao ministério para desempenho de uma função específica no Reino. Entendo que este ministério se baseia nos dons que Cristo distribuiu em Sua Igreja para que ela seja edificada e cumpra a sua missão. Estes dons são específicos e funcionais.

Dons e ministérios, porém, não estão ligados a uma posição de destaque ou superioridade na Igreja. Quem utiliza sua função ministerial como ponte para se destacar ou se impor a outros não compreende o significado da vocação bíblica. É justamente o contrário. Aqueles que são chamados ao ministério são chamados prioritariamente para servir.

Escrevendo aos Romanos, Paulo se apresenta como “servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus” (Rm 1.1), expressando que é servo de Cristo, porém, com um chamado ministerial específico: ser apóstolo.

Ele afirma ser “servo” – doulos – escravo comprado pelo sangue do Cordeiro, liberto das cadeias do pecado e da morte e, apesar de livre, cativo pelo Senhor que o libertou.

Afirma também ser chamado para ser “apóstolo”, demonstrando que alguns servos podem ser chamados ao ministério, porém não há verdadeiros ministros que não sejam primeiramente servos.

Aos 14 anos de idade, eu participava de um culto numa quarta feira à noite quando meu pai, Gedeon Lidório, pastor da igreja presbiteriana em Nova Venécia no Estado do Espírito Santo, pregava sobre a seara – que é grande – e os trabalhadores – que são poucos. Meu coração ardeu naquele momento e fui tomado por uma forte convicção de que Deus me chamava para o ministério. Não sabia para onde iria, o que eu faria e nem quando. Não reconhecia em mim nenhuma habilidade especial ou clara direção sobre o que me aguardaria. Sabia apenas que Deus me chamava. Esta convicção me acompanha até os dias de hoje.

É necessário entendermos que estas duas verdades são complementares e indissociáveis nas Escrituras: todos os salvos em Cristo são chamados por Deus.. e, dentre todos, Ele também chama alguns para ministérios específicos. E que fique claro, Ele não chama os fortes, mas os fracos; não chama com base em habilidades pessoais, mas na Sua graça; não chama para serem servidos, mas para servir.

Deus não chama para lugares, mas para funções.

Na busca pelo entendimento da nossa vocação, especialmente no contexto missionário, somos levados a pensar em “lugares” e é comum se perguntar a um vocacionado: para onde Deus o chamou?

É certo que Deus nos direciona especificamente para lugares diferentes em momentos diferentes da nossa vida, mas isto não é vocação. Vocação é o que faremos e não para onde iremos.

Esta confusão é resultado de uma influência missiológica que não distingue o critério bíblico de função com geografia. Da mesma maneira que um carpinteiro é vocacionado para trabalhar a madeira, os vocacionados são chamados para “fazer alguma coisa”. Se isto é feito perto ou longe, no Brasil ou além-mar, não é definido pela vocação, mas sim pelo direcionamento de Deus. E o direcionamento geográfico de Deus pode mudar.

Aqueles que são vocacionados para serem pastores o serão, seja no Brasil ou na Índia. Os plantadores de igrejas, se colocados em São Paulo, irão plantar igrejas; se enviados para a Amazônia, farão a mesma coisa. Os mestres ensinarão a Palavra, seja em nossa própria língua ou em outra qualquer.

Quem nós somos e o que faremos – nosso chamado ministerial em Cristo – é mais determinante para nosso ministério do que para onde iremos. Não há na Palavra uma vocação geográfica (para a China, Índia ou Japão), ou mesmo étnica (para os indígenas, africanos ou asiáticos), mas uma vocação funcional, para se fazer alguma coisa a partir do dom dado por Deus. O que encontramos na Palavra associados a “lugares” são os direcionamentos geográficos para aqueles a quem Ele envia, e tais direcionamentos podem mudar. Tomemos o ministério de Paulo como exemplo. Deus o enviou para os gentios e o direcionou-o para Antioquia, Chipre, Icônio, Macedônia, Filipos, Jerusalém e diversas outras regiões e cidades. Nesta caminhada, o Espírito Santo também o impediu de prosseguir, como aconteceu em seu intento de ir às regiões da Ásia e Bitínia (At. 16. 6-7). Mais adiante, o próprio Jesus o direciona para Roma (At. 23.11).

Ao ser chamado por Deus para um ministério específico de acordo com o dom que Ele lhe dá, não se angustie se não souber para onde será enviado. Seja do outro lado da rua ou do outro lado do mundo, Deus, que o vocacionou, também o sustentará.

Chamados para que Deus seja conhecido e adorado – em toda a terra

A Palavra está repleta de ênfases transculturais motivadas pelo desejo de Deus em ser conhecido e adorado por todos os povos da terra. É importante, portanto, entendermos a relação entre este propósito de Deus e o envio missionário.

Nos Salmos, encontramos textos que expressam o desejo de Deus de ser adorado além-fronteiras, por todos os povos: “Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas” (Sl 96.3); “O Senhor fez notória a sua salvação; manifestou a sua justiça perante os olhos das nações” (Sl 98.2); “Reina o Senhor; tremam os povos… celebrem eles o teu nome grande e tremendo porque é Santo” (Sl 99.1, 3); “Render-te-ei graças entre os povos… cantar-te-ei louvores entre as nações” (Sl 108.3); “Louvai ao Senhor vós todos os gentios, louvai todos os povos” (Sl 117.1).

O templo de Deus construído por Salomão representava a presença deste Deus no meio do Seu povo. Israel entendia que o templo era a garantia de que Deus estaria com eles, portanto possuía uma conotação nacionalista para o povo e Salomão sabia disso. Porém, no dia em que o templo ficou pronto, o rei Salomão fez uma oração inaugural dizendo: “… também ao estrangeiro, que não for do teu povo Israel, porém vier de terras remotas, por amor do teu nome… ouve tu dos céus, lugar da tua habitação… afim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome” (1Rs 8.41, 43).

Salomão, perante o povo, perante os sacerdotes e perante Deus faz essa oração missionária rogando ao Senhor para ouvir os estrangeiros que vierem de terras remotas “a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome”. Sem dúvida, Salomão entendia o desejo que batia forte no coração do Senhor: ser conhecido até pelas etnias mais remotas da terra.

Isaías, ao profetizar sobre Jesus, o Cordeiro de Deus, inicia dizendo “Ouvi-me, terra do mar, e vós povos de longe…” (Is. 49.1). Nos versos 2 a 4, o “Servo do Senhor” (refere-se a Jesus) expõe que foi escolhido para ser Salvação de Deus. Nos versos 5 e 6, esse Servo narra: “Mas agora diz o Senhor, que me formou desde o ventre… sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha Salvação até à extremidade da terra”.

Este desejo e propósito de Deus – ser adorado por todas as nações – leva a Igreja a propagar o Evangelho a todos os povos e enviar missionários também para longe. Liga-se perfeitamente à grande comissão dada por Jesus de se fazer discípulos “de todas as nações” (Mt 28.19). Desta forma, é imperativo que a Igreja de Cristo, ao longo da história, vá por todas as nações testemunhando e proclamando o Nome acima de todo nome – Jesus. Em diversos lugares onde a Igreja não consegue ir como comunidade, deverá enviar alguns com esta missão.

O chamado de Paulo era para ser apóstolo e sua prioridade ministerial se encontra “onde Cristo ainda não foi anunciado” (Rm. 15.20), o que pode ser perto ou longe. Expressa, muitíssimo bem, o diálogo entre o desejo de Deus de ser conhecido entre todas as nações e o envio de servos para que o Nome de Jesus seja anunciado por toda parte.

O perfil transcultural do ministério exige um preparo específico. É certo que Deus pode e tem usado pessoas com pouquíssimo preparo, mas em geral a caminhada é mais árdua e longa. Lidar com outras línguas, diferentes visões de mundo e contextos sociais distintos impõe sobre o missionário uma forte demanda de adaptação pessoal e necessidade de transpor barreiras comunicacionais. Dra Frances Popovich dizia que “Deus usa tudo aquilo que aprendemos”, portanto é preciso aprender tudo o que for possível e preparar-se bem para que o Nome de Deus seja espalhado por todas as nações.

Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres

Em Efésios 4:11 entendo que o Senhor Jesus concedeu dons a alguns para o desempenho de funções específicas: serem apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres. É importante lembrar que a distribuição destes dons ocorre “para que o Corpo de Cristo seja edificado” (4.12).

Apóstolos, no texto, se refere àqueles que foram convocados diretamente por Cristo. John Stott nos lembra que a convocação ao apostolado feita por Cristo cessou no primeiro século quando Ele chamou os doze e Paulo. Porém, no sentido do envio (apostelo – enviar) toda a Igreja é apostólica, pois foi enviada por Cristo ao mundo. Para John Knox, os apóstolos possuíam um perfil específico, pois eram as pedrinhas lançadas bem longe, onde a igreja e o Evangelho ainda não haviam chegado. Eram os pioneiros de Cristo. É interessante perceber que os apóstolos chamados por Cristo no primeiro século alcançaram alguns dos confins da terra. Mateus foi para a Etiópia (África), André alcançou os Citas (na região da antiga URSS), Bartolomeu atingiu a Arábia e Tomé levou ao Evangelho à Índia. Paulo foi testemunha na Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia. No sentido histórico, portanto, considero que os apóstolos se restringiram aos 12 e a Paulo no primeiro século. No sentido do envio, entendo que é da natureza apostólica da Igreja lançar pedrinhas aonde o Evangelho ainda não chegou.

Profetas (do grego profetes), no texto, indicam aqueles que falam da parte de Deus e comunicam a Sua verdade. Entendo que hoje consideraríamos profetas aqueles que expõem a Palavra de Deus. A exposição bíblica feita no temor e autoridade do Senhor tem o poder de confrontar e transformar vidas. Os maiores avivamentos da história originaram de exposições bíblicas feitas por cristãos apaixonados por Jesus, desejosos de profunda transformação e fiéis às Escrituras.

Evangelistas (do grego eyaggelistes) referia-se tanto àqueles que tinham grande facilidade para comunicar o Evangelho de Cristo quanto aos que moldavam outros com a forma do Evangelho, ou seja, os discipuladores. Apesar de todos os redimidos em Cristo serem chamados por Deus para a evangelização, compreende-se que há alguns que o fazem com maior desenvoltura ou facilidade, comunicando de forma clara e acessível o Evangelho àqueles que ainda não abraçaram o Cordeiro de Deus.

Pastores (do grego poimenos) eram os que amavam e cuidavam do rebanho de Cristo. Trata-se daqueles que são usados por Deus para juntar, alimentar e cuidar do povo do Senhor – e se sentem realizados com isto. Diversos exegetas enxergam na expressão “pastores e mestres” apenas uma função: pastores-mestres. Para efeito de especificidade vocacional, exponho separadamente.

Mestres eram os que ensinavam a Palavra de forma clara e transformadora. Seus ministérios não eram definidos pela quantidade de ouvintes ou condições de trabalho, mas puramente pela rica experiência de abrir a Palavra e ensiná-la. O compromisso do mestre é a Palavra.

Compreender que Deus lhe deu um dom chamando-o para o ministério é uma certeza que vem ao coração de forma pessoal e irrevogável. Discernir para qual ministério Deus o chamou é uma caminhada. É preciso entender que Deus, geralmente, mostra-nos apenas o próximo passo. Se você tem convicção de que Deus o chamou para o ministério busque no Senhor discernimento para o próximo passo, ofereça-se para cooperar nas necessidades ministeriais em sua igreja local e exponha-se aos contextos de trabalho para os quais você se sente dirigido.

 

Vamos recapitular

1.     Deus chama toda a Sua Igreja para a salvação e a missão, portanto somos todos vocacionados para servi-lo com tudo o que somos e temos em Cristo Jesus.

2.     Deus vocaciona alguns para funções específicas (ministérios) para que a Igreja se fortaleça e cumpra a sua missão na terra.

3.      Deus vocaciona para o serviço e não para uma área geográfica. Deus direciona para lugares e este direcionamento pode mudar.

4.   Deus chama servos para que possam servi-lo em funções específicas. O ministério não é uma plataforma de destaque pessoal, mas uma oportunidade de servir.

5.    Deus envia alguns para o trabalho transcultural quando “onde Cristo ainda não foi anunciado” se encontra além-fronteiras. É Seu desejo ser conhecido e adorado por todos os povos da terra.

6.      A transculturalidade do trabalho missionário exige preparo específico e geralmente prolongado.

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